terça-feira, 14 de novembro de 2017

Planejamento de Projetos Públicos nos Países Desenvolvidos



PLANEJAMENTO DE PROJETOS PÚBLICOS NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS
O planejamento de projetos públicos nos países desenvolvidos segue o método das boas práticas de gestão para as sua realização. O nível de educação destes países, o uso das boas práticas de gestão, o respeito pelos prazos, os custos, o escopo, viabilizam o sucesso destes projetos.

Os projetos públicos são patrimônios que quase sempre superam as expectativas de vida útil do empreendimento. A preocupação e o respeito pelas próximas gerações que poderão utilizar o produto do projeto, o comprometimento profissional e a fiscalização pelo uso correto de recursos orientam as entregas bem executadas.
A solução que o projeto público entregará é sempre monitorada pela ação da população exigindo de forma racional e coletiva os seus direitos junto a seus representantes. O histórico de se ter bons resultados nos projetos públicos nestes países também decorre desta vigilância constante de seu povo nas soluções propostas pelos representantes eleitos.
O bom planejamento nestes países orienta as metas, direção, propósitos das entregas, onde o planejamento não é perda de tempo, é o momento essencial de pensar as melhorias públicas que se pretende deixar para seus filhos e netos.

PROJETO FRANCÊS: PONTE MILLAU/RIO TARN - Alt: 343mts, Compr: 2460mts, Larg: 32 mts  

A construção começou em 10 de outubro de 2001, e estava planejada para durar três anos, mas as más condições climáticas atrasaram a inauguração. O viaduto foi finalmente inaugurado pelo presidente Jacques Chirac em 14 de dezembro de 2004 e aberto ao tráfego dois dias depois. 
OS CONSTRUTORES: quatro consórcios competiram pelo contrato de construção da ponte:
·        A empreiteira espanhola Dragados, com a sueca Skanska e a francesa BEC;
·        Generale Routiere, com GTI (França), Cintra, Necso, Acciona e Ferrovial Agroman (Espanha); e
·        Os vencedores , liderados pelo Grupo Eiffage, produto da fusão dos grupos Fougerolles-SEA.
A empreita foi assumida por uma empresa chamada Companhia Eiffage do Viaduto de Millau. O consórcio é composto pela empresa Eiffage nas partes de concreto, a Companhia Eiffel para as partes de aço e a ENERPAC para os suportes hidráulicos.

CUSTOS E RECURSOS: A construção da ponte consumiu mais de 394 milhões de euros, com uma praça de pedágio 6 km a norte adicionando mais 20 milhões. Os construtores, Eiffage, financiaram a construção, pela concessão do direito de recolher pedágio por 75 anos, até 2080. Entretanto se a concessão for muito rentável, o governo tem a opção de assumir a ponte em 2044. A construção consumiu 127.000 m³ de concreto, 19.000 toneladas métricas de aço para a estrutura e mais 5.000 toneladas métricas de aço pré-estirado para o estaiamento. Os construtores afirmam que a ponte tem uma vida útil estimada em 120 anos.

PROJETO SUIÇO: TÚNEL SUBTERRÂNEO / ERSTFELD  / Compr: 57Km


O Túnel de base de São Gotardo é um túnel ferroviário na Suíça ligando Erstfeld e Bodio. Tem um comprimento de 57 km e um total de 153,5 km de túneis, poços e passagens previstas, ultrapassando assim o mais longo túnel do mundo, o Túnel Seikan no Japão. Permite descongestionar e aumentar o tráfego entre o norte e o sul da Europa. Foi inaugurado em 1 de junho de 2016 e entrou em funcionamento regular em 11 de dezembro de 2016. A infraestrutura levou perto de duas décadas a ficar concluída, tem como objetivo “revolucionar” o transporte de mercadorias na Europa. A inauguração contou com a presença de altas individualidades: com o presidente suíço estiveram Angela Merkel, a chanceler alemã, o presidente francês François Hollande e o então primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.
O túnel tem 57,1 quilómetros de comprimento e levou 17 anos a ser construído. Os comboios de alta velocidade levam 17 minutos a atravessá-lo. Cerca de 260 comboios de mercadorias e 65 de passageiros deverão passar pelo Gotthard diariamente a partir de dezembro de 2016.
O túnel em si - que custou mais de 10 mil milhões de euros - começa em Erstfeld, no cantão suíço de Uri, e termina em Bodio, já num cantão diferente, o Ticino. A obra para a ferrovia foi concluída dentro do prazo e não houve qualquer derrapagem no orçamento. Os eleitores suíços votaram em referendo o projeto de construção em 1992; dois anos mais tarde, decidiram apoiar um projeto de grupos ambientalistas que defendia que todos os transportes de mercadoras na Suíça deveriam passar por carris. No ponto onde atinge maior profundidade, o Gotthard vai até 2,3 quilómetros debaixo de terra, com as rochas a atingirem temperaturas até aos 46 graus.

PROJETO ALEMÃO: CANAL SUSPENSO / Wasserstrassenkreuz  / Compr: 920mts

http://www.sindaport.com.br/conteudo-pesquisa.php?id=1051

 



Localizada na Alemanha, a Wasserstrassenkreuz possui a estrutura de um aqueduto – como o da Lapa, no Rio de Janeiro -, mas foi projetada para ser cruzada por grandes embarcações.
Inaugurada em 2003, e medindo um total de 920 metros de comprimento, a maior ponte navegável já feita pelo homem conecta dois canais – o Elbe-Havel e o Mittelland – ao passar por cima do Rio Elba, um dos mais importantes da Europa, próximo à cidade de Magdeburg.
Somente após a reunificação da Alemanha, a construção pôde ser efetivamente retomada. A um custo de 500 milhões de euros, ela começou em 1997, e consumiu impressionantes 24.000 toneladas de aço e 68.000 m³ de concreto. O investimento valeu a pena: a moderna conexão dos canais representa uma economia anual de bilhões de euros para a Alemanha, uma vez que é por esta via que o porto fluvial de Berlim liga - se ao Reno, mais importante rio de toda Europa.

PROJETO ITALIANO: PORTÕES DE CONTROLE DO MAR / VENEZA

    Uma ilha artificial foi construída na abertura de Lido para os controles.

O projeto MOSE começou a ser pensado e calculado em 2004 e atualmente, dez anos depois, está finalmente em fase de execução, sendo previsto que estará 100% funcional em 2016. Ele consiste em 78 barreiras móveis que ficam na parte de baixo das três aberturas que ligam o Mar Adriático à Lagoa de Veneza, bloqueando completamente o acesso da água se for preciso.
Os portões do MOSE ficam sempre cheios de água — dessa forma, eles permanecem submersos no fundo dos canais e permitem navegação normal sem interferir na paisagem. Porém, quando as águas do Mar Adriático começam a subir, a água de dentro da barreira é mandada para fora usando ar comprimido e ela, mais leve, sobe.
Girando em um eixo submerso, estes portões ficam em posição quase vertical, bloqueando a maré alta de uma maneira simples porém muito eficiente. A navegação em todo esse período é bloqueada, mas esses dias de enchente não costumam durar muito, então a previsão é a de que o acesso seja restrito durante poucas horas por ano.
Uma ilha artificial foi construída na maior das três saídas da Lagoa para o Mar e abriga os controles necessários para fazer o MOSE funcionar. Na parte de baixo dos portões, existem túneis para a manutenção segura e o deslocamento dos funcionários.
Os primeiros testes desse sistema já foram feitos, com o portão instalado no local, e foram um sucesso, funcionando conforme a previsão dos engenheiros. O projeto é bem ambicioso e custa aproximadamente 7 bilhões de dólares, mas pode salvar para sempre a cidade de Veneza do fim catastrófico que a esperava em algumas dezenas de anos se nada fosse feito.

PLANEJAR É PERDA DE TEMPO?
TEMPO DE PLANEJAMENTO E RESULTADOS: 

 "20% do tempo gasto com itens importantes é responsável por 80% dos resultados”; “20% do tempo gasto com planejamento economiza até 80% do tempo de execução.”
  
O MITO DO TOCADOR DE OBRA






https://pt.slideshare.net/j2daconsulting/gerenciamento-de-projetos-de-construo-pmi-mg

A construção de dois navios cargueiros, um no Brasil e outro no Japão. Com as mesmas condições, equipe, recursos, etc. Os japoneses levam dois anos para projetar o navio, enquanto os brasileiros "gastam apenas" seis meses. Entretanto, para tirar este projeto do papel e transformá-lo em um navio de verdade, os japoneses levam seis meses, enquanto nós brasileiros, cinco anos... Ou seja, a cada um ano investido em planejamento, se economiza três de execução!!!
Exatamente como já afirmou o especialista em gerenciamento do tempo Alec Mackenzie: "Agir sem planejar é a causa de todos os fracassos".