sábado, 17 de fevereiro de 2018

Projetos Públicos Planejados para Falhar



PROJETOS PÚBLICOS PLANEJADOS PARA FALHAR
“Se você falha em planejar, está planejando falhar.”



BOAS PRÁTICAS NO PLANEJAMENTO
http://www.erikpenna.com.br/artigo_view.php?id=32
Somente imaginar e ainda criar uma meta não basta, pois é preciso adotar algumas práticas que ligarão o sonho à realidade:
Planejamento: uma meta sem planejamento é uma mera intenção. Muitos são os motivos para a falta de planejamento. Lembre-se: quem arruma uma boa desculpa abre mão de um ótimo resultado.
“Se você falha em planejar, está planejando falhar.” (Benjamin Franklin)
Comprometimento: uma pesquisa de uma Universidade da Pensilvânia - Estados Unidos, revelou que apenas 8% das pessoas conseguem cumprir a meta desejada. Quando escrevemos, o desejo sai da mente e vai para o papel. O sonho começa a ganhar asas e o engajamento com o propósito aumenta consideravelmente.
Disciplina: não adianta fazer algo apenas quando se está com vontade. Disciplina é fazer o que precisa ser feito, praticar o planejamento mesmo quando não se está motivado.
“A disciplina é a mãe do êxito.” (Ésquilo)
Follow up: toda meta precisa ser monitorada. Este acompanhando periódico faz com que possamos aparar arestas, ajustar o rumo e até alterar um sonho que pode ser bem relevante no início do ciclo e que, com o tempo, passe a ser desinteressante.
“É pensando criticamente a prática de hoje que se pode melhorar a próxima prática.” (Paulo Freire)

OBRA DO RIO SÃO FRANCISCO FALHA UM DIA DEPOIS DE INAUGURADA
(ESTADO DE PERNAMBUCO)
http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2018/02/obra-do-rio-sao-francisco-tem-falha-um-dia-depois-de-inaugurada_48619.php
Uma estrutura das placas de concreto de uma das estações de bombeamento da Transposição do Rio São Francisco sofreu um rompimento em Cabrobó, no Sertão Pernambucano. A obra foi inaugurada nesta sexta-feira (02/02/2018) pelo presidente Michel Temer.

De acordo com moradores do local, o rompimento aconteceu logo depois que o presidente entregou a estação de bombeamento 2, do eixo Norte do Projeto de Transposição do Rio São Francisco.
Em nota, a Assessoria de Comunicação do Ministério da Integração informou que uma equipe de engenharia responsável pela obra já está fazendo os reparos, mas não deu prazo para o conserto. A nota informou ainda que a movimentação das placas de concreto dos canais é uma ação que pode ocorrer durante os acionamentos das bombas, devido a força com que água é liberada.

OBRA DA CICLOVIA TIM MAIA TEM DESABAMENTO 90 DIAS APÓS ENTREGA E NOVO DESABAMENTO 2 ANOS DEPOIS DE INAUGURADA
(ESTADO DO RIO DE JANEIRO)
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/05/crea-rj-termina-relatorio-e-aponta-falhas-em-projeto-de-ciclovia-que-caiu.html   

A Ciclovia Tim Maia foi inaugurada em 17 de janeiro e custou R$ 44 milhões. Local teria sido atingido por uma forte onda. Um trecho de cerca de 20 metros da Tim Maia, na Avenida Niemeyer, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, desabou na manhã desta quinta-feira (21/04/16), pouco mais de três meses após sua inauguração. 

De acordo com o relatório do Crea-RJ, há falhas em todo o projeto e houve também imprudência. O coordenador da Câmara de Engenharia Civil, Manoel Lapa, a principal questão foi a ausência de estudos preliminares oceanográficos. Segundo o engenheiro, os técnicos não levaram em conta que uma onda poderia derrubar a ciclovia, apenas consideraram as ondas nos pilares.

Entre os principais erros do projeto apontados pelo relatório do Crea-RJ estão:
- Falha de projeto, onde há falta de estudos preliminares oceanográficos dos efeitos das ondas sobre a estrutura da ciclovia;
- Falhas na licitação dos itens de maior relevância técnica do edital de licitação;
- Descumprimento da lei de licitações que determina o cumprimento das Normas Técnicas Brasileiras em obras e projetos;
- Indícios de falta de ética do exercício profissional, pelo fato de não haver identificação dos autores e responsáveis nos desenhos técnicos e não ter sido verificados registros das ART de Projeto Básico, do orçamento da obra e da fiscalização da obra pelo Tribunal de Contas do Município.
(ESTADO DO RIO DE JANEIRO)
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/ciclovia-tim-maia-desaba-novamente-no-rio.ghtml
Trecho da ciclovia cedeu perto de São Conrado após forte temporal que atingiu a cidade na madrugada desta quinta (15/02/2018). Local é diferente do que desabou há dois anos e não há informações sobre vítimas.
A Secretaria de Urbanismo esclareceu que o solo abaixo da ciclovia cedeu por conta de uma erosão causada por infiltração da água da chuva. A pasta afirmou que técnicos da GeoRio vão investigar a causa da erosão "que não é comum naquela região apesar do grande volume de chuva registrado".
Ainda de acordo com a secretaria, o trecho destruído é de 30 metros de comprimento. A empresa responsável pela obra já foi acionada para fazer os reparos imediatos - a obra está na garantia e, por isso, os reparos serão feitos sem custos para o município.
A Odebrecht informou que não foi uma falha na execução da obra e a suspeita provável é que a forte chuva gerou carreamento de material entupindo as vias de drenagem da região.


DESABAMENTO NAS OBRAS LINHA 4 - METRÔ DE SP

(ESTADO DE SÃO PAULO)
Ocorreu no dia 12/01/2007, o Desabamento nas obras da linha 4-amarela do metrô em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, matou sete pessoas. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a absolvição de todos os acusados pelo acidente nas obras da linha 4-amarela do metrô, que deixou sete mortos em janeiro de 2007, no começo do governo José Serra (PSDB). A decisão, por 2 votos a 1, foi tomada nesta quinta (17), em resposta a recurso da Promotoria, que pedia a condenação de 12 pessoas ligadas às construtoras ou ao Metrô. Os réus já haviam sido absolvidos na primeira instância, em maio deste ano –na ocasião, 14 foram inocentados; para dois deles, não houve nem recurso do Ministério Público para a revisão da sentença em segunda instância. A tragédia nas obras da estação Pinheiros foi a maior da história do metrô paulista. As obras na linha 4-amarela eram de responsabilidade do Consórcio Via Amarela, liderado pela Odebrecht e integrado também por OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.


OBRAS PÚBLICAS - ERROS DE PLANEJAMENTO E FRAGILIDADE DAS LEIS
Erros no planejamento e no projeto executivo, combinados com fragilidades nas leis federais de licitações e contratos, o despreparo estrutural de repartições públicas e boa parte dos servidores, criam um ambiente amplamente favorável à sanha da picaretagem empresarial. Com isso, aditivos contratuais viram regra e o empresariado ‘especializado’ na identificação das falhas do poder público sabe se aproveitar das brechas para ganhar mais, não realizar o contratado ou roubar. Se a estratégia não der certo, o contratado cai fora e a obra fica inacabada ou deficiente.

Esses mecanismos geram uma espécie de cartilha operacional para que empresas sem qualificação disputem – e vençam – inúmeras licitações e, também, de outro lado, permitem que empresários espertos se aproveitem das falhas na lei e nos editais para aumentar os preços ou, ainda, entregar obras e prestar serviços de má qualidade. De outro lado, os mecanismos de fiscalização das obras são frágeis na maioria dos casos. Livro diário de acompanhamento real de execução, com instrumentos efetivos de medição de serviços, é ficção no meio público. Para especialistas, por sinal, a burocracia é o remédio que não cura a doença da corrupção, mas também não pode ser abandonada, tamanha a distância entre realidade e prática na hora de praticar gestão e eficiência. Essas questões emblemáticas apontadas por especialistas de gestão geram canteiros de obras problemáticos por todos os cantos do País.

O projeto executivo e um planejamento eficiente formam a ‘alma’ da construção. Não tem pedreiro eficiente, servidor prestativo e gestor diligente que sobreviva a um projeto executivo mal feito e um planejamento com falhas. Para os especialistas que põem a mão na massa, uma obra sobrevive se o projeto executivo for completo e com informações seguras. O contrário, porém, é convite ao fracasso.

O CÍRCULO VICIOSO DO PLANEJAMENTO DEFICIENTE E O CÍRCULO VIRTUOSO DAS ENTREGAS BEM QUALIFICADAS

Círculo vicioso é uma sucessão, geralmente ininterrupta e infinita, de acontecimentos e consequências que sempre resulta numa situação que parece sem saída e sempre desfavorável, principalmente para quem se vê capturado por esse tipo de relação.

Círculo virtuoso é uma situação em que os acontecimentos bons se repetem como se estivessem em um círculo, sendo um a causa o outro, tendendo a melhorar cada vez mais. É o contrário de círculo vicioso.


Nos países em desenvolvimento carentes na educação e no ato de pensar, a qualidade dos projetos públicos entregues a população não está sujeita a termos de aceites formais e validações das entregas orientadas pelos requisitos do usuário do produto. A legislação e fiscalização das entregas ficam dependentes das necessidades dos patrocinadores políticos do projeto. Por isso é fundamental eleger gestores públicos pelo histórico pessoal, capacitação, competência, comportamento, comprometimento e menos importante a sua oratória. O projeto e o planejamento terão menos falhas se o gestor público for responsabilizado pela legislação em fazer as entregas com a qualidade necessária e fiscalizado o uso das boas práticas na sua gestão. A partir desta mudança na gestão pública, poderemos iniciar um círculo virtuoso nas obras públicas e a população passar a receber o produto do projeto no grau de qualidade que ela escolher, tendendo a melhorar cada vez mais...





Nenhum comentário:

Postar um comentário